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No dia 1º de Julho de 2011, saiu na Le Monde Diplomatique Brasil uma reportagem sobre a inserção dos alimentos da Agricultura Familiar na alimentação escolar e sua conseqüente colaboração para o incremento da alimentação saudável no ambiente escolar.
Confira abaixo um fragmento da reportagem, que reporta à realidade de um município praiano no Sudeste do país.

Agricultura familiar fornece comida saudável a escolas

Lei garante que pelo menos 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional da Educação sejam usados na compra de produtos da agricultura familiar. Grande mérito é reunir três campos estratégicos quando se fala de desenvolvimento social sustentável: educação, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva dos pequenos agricultores.

por Marília Leão, Juliana Rochet, Ana Claudia Santos, Vivian Braga

Num município praiano situado na região Sudeste do Brasil, Dona Josefa, uma agricultora familiar, Joana, nutricionista da prefeitura, e Dona Rosa, merendeira de uma escola pública, têm hoje um propósito comum: tornar a alimentação escolar mais nutritiva e saudável, com a utilização de alimentos in natura, produzidos localmente. Essas três mulheres somam esforços para introduzir um alimento novo na alimentação escolar, cultivado com sucesso por diversos agricultores familiares da região, o inhame-rosa. Anos atrás, o inhame-rosa nem sequer era conhecido da população local, mas o alimento se mostrou muito adaptado ao solo da região e caiu no gosto dos produtores. Outros agricultores do município também têm fornecido alimentos diversos, frescos e de qualidade, para o cardápio da alimentação escolar. Dona Josefa, a agricultora, preocupa-se com a qualidade e continuidade de fornecimento de seu produto, garantindo mercado para sua produção que antes apodrecia em suas terras. A Joana se interessa não apenas pelos aspectos nutricionais da merenda, mas também pela construção de um diálogo permanente com agricultores da região, para identificar os alimentos que estes produzem e sua potencial utilização na alimentação escolar. Dona Rosa, a merendeira, cuida da preparação e apresentação dos alimentos para que sejam bem aceitos pelos alunos da escola.
O respeito à vocação agrícola local e o uso de gêneros alimentícios básicos, com predominância dos in natura, típicos da produção familiar, foram algumas das discussões que propiciaram a construção de pontes entre a alimentação escolar e a agricultura familiar no Brasil no decorrer dos últimos anos. Aos poucos essa pauta foi ganhando robustez e consolidou-se numa agenda que deflagrou o estabelecimento de novos arranjos políticos e institucionais para a criação do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), em sinergia com outras estratégias públicas de fortalecimento da agricultura familiar, entre as quais se destaca o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Para ler na íntegra a reportagem visite a página: http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=974.

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